VISÃO GERAL
Quando um sistema industrial falha, a pergunta central é quem responde: a empresa de engenharia responsável pelo projeto e pela gestão do contrato, o fabricante, o montador, a operação ou a manutenção. A resposta depende de uma análise técnica rigorosa, apresentada na linguagem de quem decide.
Em falhas de máquinas e equipamentos, a causa técnica é investigada com laudo técnico particular e, havendo perícia, com assistente técnico da parte. Fernando Sumitani pode assumir essa frente como engenheiro, com ART, quando o caso é conduzido por outro advogado.
Atendemos empresas e famílias em São Paulo e região, presencialmente sob agendamento, e clientes de todo o Brasil de forma remota.
Contratos industriais e de infraestrutura costumam prever arbitragem. Nessas disputas, a prova técnica é decisiva desde o início do procedimento.
Leia o artigo: Lucros cessantes por parada de produção: como provar e calcular →
Quando nos procurar
—Após uma falha ou parada não programada
—Em disputas com fornecedores ou seguradoras
—Em arbitragens com conteúdo técnico
Serviços em falhas industriais e arbitragem em São Paulo
Análise de causa raiz
Organizamos a investigação da falha com base em evidências físicas, registros e entrevistas. Distinguimos causa imediata, causa raiz e fatores contribuintes. Essa distinção define quem pode ser responsabilizado. Usamos métodos reconhecidos, como árvore de falhas e análise dos cinco porquês.
Preservação de provas
Orientamos sobre a guarda de peças danificadas, amostras e dados do supervisório. Avaliamos ata notarial e produção antecipada de prova quando houver risco de perda da evidência. A prova perdida nos primeiros dias raramente é recuperada. Dados do supervisório, por exemplo, podem ser sobrescritos automaticamente.
Responsabilidade e nexo causal
Enquadramos a causa técnica nas obrigações do contrato e na lei. Analisamos garantias, cláusulas de limitação de responsabilidade e exclusões. O objetivo é responder quem deve suportar o prejuízo. Muitas vezes, a responsabilidade é dividida entre mais de um envolvido.
Lucros cessantes e danos emergentes
Apoiamos a quantificação do prejuízo com base técnica. Analisamos capacidade produtiva, tempo de reparo, estoques e alternativas de produção. Um cálculo bem fundamentado resiste melhor à impugnação. O Código Civil exige que o dano seja efeito direto e imediato do inadimplemento.
Seguro e ressarcimento
Atuamos em discussões sobre cobertura de sinistros industriais e em ações regressivas. Analisamos a apólice, as exclusões e o relatório do regulador. Apoiamos segurados e seguradoras, conforme o caso. Uma recusa de cobertura bem fundamentada tecnicamente é diferente de uma recusa genérica.
Arbitragem e processo judicial
Estruturamos a prova técnica do caso desde o requerimento inicial. Preparamos quesitos, pareceres e testemunhas técnicas para audiências. Atuamos também em processos judiciais na justiça de São Paulo e de outros estados. Em cada fase, a linguagem técnica é traduzida para quem decide.
Como funciona o atendimento
- Contato após a falha. Ouvimos o relato e orientamos sobre a preservação imediata de provas. Quanto mais cedo, maior a chance de manter a evidência. Também verificamos prazos de aviso ao seguro e ao fornecedor.
- Levantamento de dados. Reunimos registros de operação, manutenção, projeto e contrato. Identificamos o que falta e como obter. Quando há outras partes envolvidas, avaliamos pedidos formais de documentos.
- Hipóteses de causa. Formulamos hipóteses técnicas de causa e as confrontamos com os dados disponíveis. Quando necessário, indicamos ensaios, análises metalográficas ou simulações, realizados por laboratórios ou especialistas da área. Descartamos hipóteses que os dados não sustentam.
- Estratégia de responsabilidade. Relacionamos a causa às obrigações de cada envolvido. Apresentamos os caminhos possíveis e os riscos de cada um. A decisão é sempre do cliente.
- Negociação ou disputa. Conduzimos negociação, regulação de sinistro, arbitragem ou ação judicial. Acompanhamos a produção da prova técnica até a decisão. Também avaliamos, a cada fase, a possibilidade de acordo.
Documentos que ajudam na primeira conversa
Preserve tudo o que existir. Estes documentos ajudam a iniciar a análise. Não descarte peças nem apague registros, mesmo que pareçam irrelevantes.
- Relato da falha: data, horário, sequência de eventos e pessoas presentes.
- Fotos e vídeos: registros do local e das peças danificadas, antes de qualquer desmontagem.
- Dados do supervisório: tendências de pressão, temperatura, corrente e alarmes do período.
- Registros de manutenção: ordens de serviço, inspeções e trocas de componentes.
- Contratos: fornecimento, montagem, manutenção e assistência técnica envolvidos.
- Apólice de seguro: condições gerais, especiais e comunicação do sinistro.
- Dados de produção: volume, margem e pedidos afetados pela parada.
Tipos de falha e provas que costumam ser decisivas
Cada tipo de falha deixa evidências diferentes. Saber o que preservar faz diferença na qualidade da análise. A lista abaixo não é exaustiva.
| Tipo de falha | Provas típicas | Cuidado inicial |
|---|
| Ruptura mecânica em eixos, mancais ou redutores | Fractografia, análise metalográfica e histórico de vibração | Guardar as peças sem limpar ou montar novamente as superfícies de fratura. |
| Falha em caldeira ou vaso de pressão | Registros de nível, pressão e tratamento de água, prontuário e inspeções | Preservar dados de controle e amostras de água e depósitos. |
| Explosão ou incêndio em pós e filtros | Análise do ponto de ignição, dados de temperatura e sistemas de proteção | Isolar a área e documentar antes da limpeza. |
| Falha elétrica ou de automação | Logs do controlador, alarmes, versões de programa e laudos elétricos | Exportar logs antes de reiniciar ou reprogramar o sistema. |
| Desgaste prematuro em moagem ou transporte | Medições de espessura, análise do material processado e condições de operação | Coletar amostras do material e registrar a taxa de desgaste. |
EXEMPLO HIPOTÉTICO
Quebra de redutor em moinho e parada da linha
Uma indústria de alimentos tem a linha de moagem parada após a quebra do redutor do moinho principal. O redutor havia passado por revisão terceirizada três meses antes. A parada dura quatro semanas, e a empresa perde pedidos. O fornecedor da revisão atribui a falha a sobrecarga operacional.
Neste tipo de caso, avaliaríamos a análise de fratura das engrenagens, a qualidade da revisão e o histórico de corrente do motor. Também analisaríamos o contrato de manutenção, suas garantias e eventuais limitações de responsabilidade. Paralelamente, verificaríamos a cobertura da apólice e a possibilidade de ressarcimento. O desfecho dependeria das provas reunidas e do que cada contrato prevê. Se houvesse cláusula arbitral, a estratégia de prova seria definida já no requerimento de arbitragem.
Investigação técnica e estratégia jurídica juntas
Fernando Sumitani é advogado e engenheiro mecânico de produção. Tem mais de 20 anos em projetos de caldeiras, moagem, transportadores e transporte pneumático. Essa experiência ajuda a formular hipóteses de causa plausíveis e a identificar as provas que importam. Também ajuda a dialogar com peritos, assistentes técnicos e reguladores de sinistro.
Em arbitragens, onde a prova técnica costuma ser decisiva, essa leitura integrada permite alinhar desde cedo a tese técnica ao pedido jurídico. Quando a investigação exige ensaios ou especialidades específicas, indicamos profissionais adequados para cada análise. Atendemos indústrias em São Paulo e em outros estados, presencialmente ou de forma remota.
Leia também
Sistemas industriais que conhecemos por dentro
Saiba mais: perícia NR-12 e NR-13 e responsabilidade da empresa →
Perguntas frequentes
Vocês apoiam seguradoras?Sim, em análise de causa de sinistros industriais e em ações regressivas.
Posso consertar o equipamento antes de concluir a investigação?Muitas vezes é necessário retomar a produção rapidamente. Antes do reparo, convém documentar o estado do equipamento e guardar as peças. Em casos relevantes, é prudente notificar os demais envolvidos para acompanhar a desmontagem. Isso reduz a chance de a prova ser contestada depois.
Como se provam lucros cessantes por parada de produção?É preciso demonstrar o que a empresa razoavelmente deixou de lucrar, com base em dados reais. Capacidade, pedidos, margem e tempo de parada são elementos centrais. Estimativas genéricas costumam ser rejeitadas. Também se consideram os custos que a empresa deixou de ter durante a parada.
A seguradora que pagou o sinistro pode cobrar o fornecedor?Em regra, sim. Após indenizar, a seguradora pode buscar ressarcimento contra quem causou o dano, nos limites do que pagou. O contrato entre segurado e fornecedor pode influenciar essa cobrança. Renúncias e limitações assinadas pelo segurado merecem análise cuidadosa.
Cláusula de limitação de responsabilidade impede a indenização?Nem sempre. A validade e o alcance da cláusula dependem da redação e das circunstâncias. Situações de dolo ou culpa grave, por exemplo, costumam receber tratamento diferente. Cada cláusula deve ser lida no contexto do contrato inteiro.