SUMITANIADVOCACIA
INDÚSTRIA E ENGENHARIA

Falhas industriais, lucros cessantes e arbitragem

Nexo causal, responsabilidade e lucros cessantes em falhas de sistemas industriais, em processos judiciais e arbitragens.

Fernando SumitaniAdvogado · OAB/SP 512.823Engenheiro mecânico · CREA-SP 5061045282
VISÃO GERAL

Quando um sistema industrial falha, a pergunta central é quem responde: a empresa de engenharia responsável pelo projeto e pela gestão do contrato, o fabricante, o montador, a operação ou a manutenção. A resposta depende de uma análise técnica rigorosa, apresentada na linguagem de quem decide.

Em falhas de máquinas e equipamentos, a causa técnica é investigada com laudo técnico particular e, havendo perícia, com assistente técnico da parte. Fernando Sumitani pode assumir essa frente como engenheiro, com ART, quando o caso é conduzido por outro advogado.

Atendemos empresas e famílias em São Paulo e região, presencialmente sob agendamento, e clientes de todo o Brasil de forma remota.

Contratos industriais e de infraestrutura costumam prever arbitragem. Nessas disputas, a prova técnica é decisiva desde o início do procedimento.

Leia o artigo: Lucros cessantes por parada de produção: como provar e calcular →
Quando nos procurar
—Após uma falha ou parada não programada
—Em disputas com fornecedores ou seguradoras
—Em arbitragens com conteúdo técnico
COMO ATUAMOS

O que fazemos nesta área

Análise de falhasInvestigação da causa em caldeiras, moagem e peneiramento, transporte, dosagem e tratamento de efluentes.
Responsabilidade e nexo causalEnquadramento técnico e contratual da causa identificada.
Lucros cessantesImpacto técnico da parada na produção.
ArbitragemEstratégia de prova técnica, pareceres e preparação para audiências.

Serviços em falhas industriais e arbitragem em São Paulo

Análise de causa raiz
Organizamos a investigação da falha com base em evidências físicas, registros e entrevistas. Distinguimos causa imediata, causa raiz e fatores contribuintes. Essa distinção define quem pode ser responsabilizado. Usamos métodos reconhecidos, como árvore de falhas e análise dos cinco porquês.
Preservação de provas
Orientamos sobre a guarda de peças danificadas, amostras e dados do supervisório. Avaliamos ata notarial e produção antecipada de prova quando houver risco de perda da evidência. A prova perdida nos primeiros dias raramente é recuperada. Dados do supervisório, por exemplo, podem ser sobrescritos automaticamente.
Responsabilidade e nexo causal
Enquadramos a causa técnica nas obrigações do contrato e na lei. Analisamos garantias, cláusulas de limitação de responsabilidade e exclusões. O objetivo é responder quem deve suportar o prejuízo. Muitas vezes, a responsabilidade é dividida entre mais de um envolvido.
Lucros cessantes e danos emergentes
Apoiamos a quantificação do prejuízo com base técnica. Analisamos capacidade produtiva, tempo de reparo, estoques e alternativas de produção. Um cálculo bem fundamentado resiste melhor à impugnação. O Código Civil exige que o dano seja efeito direto e imediato do inadimplemento.
Seguro e ressarcimento
Atuamos em discussões sobre cobertura de sinistros industriais e em ações regressivas. Analisamos a apólice, as exclusões e o relatório do regulador. Apoiamos segurados e seguradoras, conforme o caso. Uma recusa de cobertura bem fundamentada tecnicamente é diferente de uma recusa genérica.
Arbitragem e processo judicial
Estruturamos a prova técnica do caso desde o requerimento inicial. Preparamos quesitos, pareceres e testemunhas técnicas para audiências. Atuamos também em processos judiciais na justiça de São Paulo e de outros estados. Em cada fase, a linguagem técnica é traduzida para quem decide.

Como funciona o atendimento

  1. Contato após a falha. Ouvimos o relato e orientamos sobre a preservação imediata de provas. Quanto mais cedo, maior a chance de manter a evidência. Também verificamos prazos de aviso ao seguro e ao fornecedor.
  2. Levantamento de dados. Reunimos registros de operação, manutenção, projeto e contrato. Identificamos o que falta e como obter. Quando há outras partes envolvidas, avaliamos pedidos formais de documentos.
  3. Hipóteses de causa. Formulamos hipóteses técnicas de causa e as confrontamos com os dados disponíveis. Quando necessário, indicamos ensaios, análises metalográficas ou simulações, realizados por laboratórios ou especialistas da área. Descartamos hipóteses que os dados não sustentam.
  4. Estratégia de responsabilidade. Relacionamos a causa às obrigações de cada envolvido. Apresentamos os caminhos possíveis e os riscos de cada um. A decisão é sempre do cliente.
  5. Negociação ou disputa. Conduzimos negociação, regulação de sinistro, arbitragem ou ação judicial. Acompanhamos a produção da prova técnica até a decisão. Também avaliamos, a cada fase, a possibilidade de acordo.

Documentos que ajudam na primeira conversa

Preserve tudo o que existir. Estes documentos ajudam a iniciar a análise. Não descarte peças nem apague registros, mesmo que pareçam irrelevantes.

Tipos de falha e provas que costumam ser decisivas

Cada tipo de falha deixa evidências diferentes. Saber o que preservar faz diferença na qualidade da análise. A lista abaixo não é exaustiva.

Tipo de falhaProvas típicasCuidado inicial
Ruptura mecânica em eixos, mancais ou redutoresFractografia, análise metalográfica e histórico de vibraçãoGuardar as peças sem limpar ou montar novamente as superfícies de fratura.
Falha em caldeira ou vaso de pressãoRegistros de nível, pressão e tratamento de água, prontuário e inspeçõesPreservar dados de controle e amostras de água e depósitos.
Explosão ou incêndio em pós e filtrosAnálise do ponto de ignição, dados de temperatura e sistemas de proteçãoIsolar a área e documentar antes da limpeza.
Falha elétrica ou de automaçãoLogs do controlador, alarmes, versões de programa e laudos elétricosExportar logs antes de reiniciar ou reprogramar o sistema.
Desgaste prematuro em moagem ou transporteMedições de espessura, análise do material processado e condições de operaçãoColetar amostras do material e registrar a taxa de desgaste.
EXEMPLO HIPOTÉTICO
Quebra de redutor em moinho e parada da linha

Uma indústria de alimentos tem a linha de moagem parada após a quebra do redutor do moinho principal. O redutor havia passado por revisão terceirizada três meses antes. A parada dura quatro semanas, e a empresa perde pedidos. O fornecedor da revisão atribui a falha a sobrecarga operacional.

Neste tipo de caso, avaliaríamos a análise de fratura das engrenagens, a qualidade da revisão e o histórico de corrente do motor. Também analisaríamos o contrato de manutenção, suas garantias e eventuais limitações de responsabilidade. Paralelamente, verificaríamos a cobertura da apólice e a possibilidade de ressarcimento. O desfecho dependeria das provas reunidas e do que cada contrato prevê. Se houvesse cláusula arbitral, a estratégia de prova seria definida já no requerimento de arbitragem.

Investigação técnica e estratégia jurídica juntas

Fernando Sumitani é advogado e engenheiro mecânico de produção. Tem mais de 20 anos em projetos de caldeiras, moagem, transportadores e transporte pneumático. Essa experiência ajuda a formular hipóteses de causa plausíveis e a identificar as provas que importam. Também ajuda a dialogar com peritos, assistentes técnicos e reguladores de sinistro.

Em arbitragens, onde a prova técnica costuma ser decisiva, essa leitura integrada permite alinhar desde cedo a tese técnica ao pedido jurídico. Quando a investigação exige ensaios ou especialidades específicas, indicamos profissionais adequados para cada análise. Atendemos indústrias em São Paulo e em outros estados, presencialmente ou de forma remota.

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Perguntas frequentes

Vocês apoiam seguradoras?Sim, em análise de causa de sinistros industriais e em ações regressivas.
Posso consertar o equipamento antes de concluir a investigação?Muitas vezes é necessário retomar a produção rapidamente. Antes do reparo, convém documentar o estado do equipamento e guardar as peças. Em casos relevantes, é prudente notificar os demais envolvidos para acompanhar a desmontagem. Isso reduz a chance de a prova ser contestada depois.
Como se provam lucros cessantes por parada de produção?É preciso demonstrar o que a empresa razoavelmente deixou de lucrar, com base em dados reais. Capacidade, pedidos, margem e tempo de parada são elementos centrais. Estimativas genéricas costumam ser rejeitadas. Também se consideram os custos que a empresa deixou de ter durante a parada.
A seguradora que pagou o sinistro pode cobrar o fornecedor?Em regra, sim. Após indenizar, a seguradora pode buscar ressarcimento contra quem causou o dano, nos limites do que pagou. O contrato entre segurado e fornecedor pode influenciar essa cobrança. Renúncias e limitações assinadas pelo segurado merecem análise cuidadosa.
Cláusula de limitação de responsabilidade impede a indenização?Nem sempre. A validade e o alcance da cláusula dependem da redação e das circunstâncias. Situações de dolo ou culpa grave, por exemplo, costumam receber tratamento diferente. Cada cláusula deve ser lida no contexto do contrato inteiro.

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