SUMITANIADVOCACIA
SISTEMAS INDUSTRIAIS

Assistência técnica em perícias e disputas de transportadores e arrastadores industriais

Correias, roscas, elevadores de canecas e arrastadores de corrente analisados por quem já desenvolveu, coordenou e implantou esses equipamentos.

Fernando SumitaniAdvogado · OAB/SP 512.823Engenheiro mecânico · CREA-SP 5061045282

Transportadores parecem equipamentos simples, mas concentram boa parte das paradas de uma planta. Uma correia que desalinha, uma rosca que embucha ou um elevador de canecas que perde capacidade travam a linha inteira. Quando isso acontece logo após a partida, surge a pergunta central: o problema é de projeto, de fabricação, de montagem ou de operação?

Atuamos em disputas que envolvem esses sistemas, unindo a leitura técnica do equipamento à análise do contrato. Fernando Sumitani é advogado e engenheiro mecânico de produção, com mais de 20 anos desenvolvendo, coordenando e implantando sistemas de manuseio de sólidos. Essa experiência permite acompanhar a perícia como assistente técnico da parte e dialogar com o perito engenheiro mecânico na mesma linguagem.

Atendemos empresas compradoras, fornecedores, integradores, seguradoras e advogados em São Paulo e em outras localidades. Os casos mais comuns envolvem perícia em correia transportadora, falha em transportador industrial ou acidente com o equipamento.

Falhas frequentes em transportadores e o que a perícia verifica

Cada sintoma tem mais de uma causa possível, e a perícia existe justamente para separar uma da outra.

ProblemaCausas possíveisO que a perícia verifica
Desalinhamento e desgaste prematuro da correiaEstrutura fora de esquadro, roletes travados, carregamento descentralizado, tensionamento inadequado.Alinhamento da estrutura, condição dos roletes, ponto de carga, cálculo de tensões e especificação da correia.
Capacidade abaixo da contratadaVelocidade, largura ou ângulo de acomodação subdimensionados; densidade do material diferente da informada.Dados de processo do contrato, memorial de cálculo, medição de vazão e propriedades reais do material.
Embuchamento e travamento de roscasPasso e grau de enchimento inadequados, material coesivo ou úmido, mancais intermediários mal posicionados.Características do material, folha de dados, potência instalada e condições de alimentação.
Perda de capacidade ou retorno de material em elevadores de canecasVelocidade incompatível com o tipo de descarga, canecas mal especificadas, bica de descarga mal desenhada.Velocidade da correia ou corrente, geometria da cabeça, tipo de caneca e enchimento real.
Quebra de corrente, eixos ou acionamentos em arrastadoresSubdimensionamento, sobrecarga, falta de lubrificação, abrasão intensa ou defeito de material.Cálculo de esforços, fator de serviço, análise da fratura e histórico de manutenção.
Derramamento, emissão de pó e acúmulo de materialChutes de transferência mal projetados, vedações ausentes, raspadores ineficientes.Projeto dos chutes, vedações laterais, sistema de limpeza da correia e exaustão.
Acidente envolvendo o transportadorProteções ausentes, dispositivos de parada inoperantes, intervenção sem bloqueio de energia.Projeto das proteções, cabos de emergência, procedimentos de bloqueio e requisitos da NR-12.

O que costuma ser garantido em contratos de transportadores

Uma garantia só pode ser cobrada se estiver bem definida, e quase sempre depende das premissas do material.

Como funciona a perícia neste sistema

  1. Leitura do contrato e da especificação. Identificamos o que foi prometido, para qual material e em quais condições de operação.
  2. Vistoria do equipamento. Verificamos montagem, alinhamento, desgaste, acionamentos e pontos de transferência, com registro fotográfico detalhado.
  3. Confronto com o cálculo de projeto. Avaliamos as premissas e a memória de cálculo de capacidade, tensões e potência, confrontando-as com os dados reais do material transportado.
  4. Acompanhamento de testes e medições. Quando cabível, acompanhamos medições de vazão, velocidade, corrente do motor e temperatura de mancais.
  5. Quesitos e parecer técnico. Formulamos quesitos objetivos e elaboramos parecer que dialoga com o laudo técnico do perito judicial.

Documentos que fazem diferença

EXEMPLO HIPOTÉTICO
Correia que não entrega a capacidade contratada

Imagine uma indústria que contrata um transportador de correia para 300 t/h de minério. Após a partida, a linha opera com derramamento e não passa de 230 t/h sem transbordar. O fornecedor afirma que o material entregue é mais úmido e coesivo que o informado na proposta.

Nesse cenário hipotético, a análise começaria pela folha de dados anexada ao contrato. Depois, compararia a seção carregada calculada com a seção real, considerando ângulo de acomodação e velocidade. Também examinaria o chute de alimentação. A conclusão poderia apontar falha de projeto, divergência do material ou ambas, com efeitos jurídicos distintos.

Onde a técnica encontra o contrato

Na maioria das disputas, a questão técnica decide a jurídica. Saber se o material estava dentro da especificação define se houve inadimplemento do fornecedor ou mudança de premissa pelo comprador. Do mesmo modo, a causa de uma quebra separa defeito de fabricação de falha de manutenção.

Por isso, analisamos em conjunto cláusulas de garantia, limitação de responsabilidade, multas por desempenho e prazos de reclamação. Em acidentes, a discussão envolve também a NR-12 e a responsabilidade de fabricante, integrador e usuário. Atuamos em São Paulo e em outras localidades, na fase pré-processual, em ações judiciais e em arbitragens.

Também atuamos na impugnação de laudo pericial quando o trabalho do perito deixa de considerar dados relevantes. Exemplos são um ensaio de material feito sem amostragem representativa ou um cálculo de capacidade com premissas trocadas. Nesses casos, o parecer do assistente técnico aponta o erro de método de forma objetiva.

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Perguntas frequentes

Qual a diferença entre o perito e o assistente técnico?O perito é nomeado pelo juiz ou pelo tribunal arbitral e deve ser imparcial. O assistente técnico é indicado pela parte para acompanhar os trabalhos, sugerir quesitos e apresentar parecer próprio. Os dois podem divergir, e o julgador avalia os argumentos de cada um.
A mudança do material transportado afeta a garantia?Pode afetar, se o contrato vincula a garantia a um material de referência. Densidade, umidade e granulometria alteram capacidade, desgaste e potência. A perícia precisa medir o material real e comparar com a premissa contratual antes de qualquer conclusão.
É possível fazer perícia depois que o equipamento foi reparado?É possível, mas a prova fica mais difícil. Por isso, recomendamos registrar o estado do equipamento antes de qualquer intervenção. Em situações urgentes, o Código de Processo Civil admite a produção antecipada de prova, que pode preservar os vestígios.
Quem responde por um acidente com transportador?Depende das circunstâncias. Podem ser discutidas a responsabilidade do empregador, do fabricante e do integrador que instalou o equipamento. A análise técnica das proteções, dos dispositivos de parada e dos procedimentos de bloqueio é central nesse tipo de caso.
Vale a pena contratar assistente técnico em perícia de transportador?Em disputas técnicas, o laudo pericial costuma pesar muito na decisão. Um assistente técnico com experiência no equipamento ajuda a formular quesitos precisos e a apontar falhas de método. Isso não garante resultado, mas qualifica o debate técnico.

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